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artigos e referências

TERAPIA DE INTEGRAÇÃO CRANIOSSACRAL®: Um Caminho para a Autocura

Como surgiu a Terapia Craniossacral e suas vertentes

Sobre as muitas variações atualmente existentes sobre o trabalho craniossacral, o osteopata Milne no seu livro The Heart of Listening: a visionary approach to craniosacral work de 1995 (Chaitow, 2001), explica: “O que agora é popularmente conhecido como “trabalho craniossacral”, como qualquer arte, pode ser praticado de muitas maneiras diferentes. Alguns osteopatas praticam a osteopatia craniana como uma técnica que focaliza no tratamento dos sintomas em sessões de 10 a 20 minutos. Muitos quiropráticos praticam a biocranial com grande aptidão mecânica e tátil em visitas igualmente breves. Tanto os quiropráticos quanto os osteopatas tendem a basear seu trabalho nos modelos mecânicos apreendidos de movimento de osso. Terapeutas corporais talentosos usam o trabalho craniossacral como um auxiliar em suas sessões com duração de uma hora... os massagistas podem empregar algumas técnicas craniossacrais no final de cada sessão...” A Osteopatia foi fundada em 1874 por Andrew Taylor Still que enfatizava os seguintes princípios:
  1. O ser humano é uma unidade dinâmica de funcionamento;
  2. O corpo possui mecanismos de auto regulação que são autocuradores;
  3. Estrutura e função são interrelacionados.
Os conceitos de Still iam além da ciência conhecida e do pensamento racional por considerar a totalidade do ser humano como corpo, mente e espírito, o papel da força vital na criação e sua ênfase na Saúde inerente: “Encontre a Saúde, pois qualquer um pode encontrar a doença” (1892).
A manipulação craniossacral foi introduzida pela primeira vez na profissão osteopática na década de 1930 com o trabalho pioneiro de William Garner Sutherland. Seus estudos consistiam em uma cuidadosa observação clínica da mobilidade do crânio em sujeitos normais e portadores de diversos sintomas. Sutherland avaliava a resposta do uso de forças restritivas e compressivas, realizando diferentes manipulações sobre seu próprio crânio.
Sutherland chamou a força vital que anima os organismos vivos de “Sopro da Vida” e dedicou sua vida na investigação das suas manifestações.Os estudos de Sutherland podem ser divididos em duas etapas distintas.
Na primeira etapa de suas experiências (1910-1930), Sutherland concentrou-se no estudo dos ossos cranianos, suturas e na membrana dura máter e seus desdobramentos.Depois, postulou o Mecanismo da Respiração Primária que expressa um movimento sutil e involuntário que pode ser percebido por palpação suave e envolve cinco elementos-chaves:
  1. a flutuação inerente do liquido cefalorraquidiano;
  2. a motilidade inerente do sistema nervoso central;
  3. a mobilidade dos ossos cranianos;
  4. a mobilidade do sistema de membranas de tensões recíprocas;
  5. o movimento involuntário do osso sacro entre os ossos ilíacos.
Todo trabalho de Sutherland foi baseado apenas na sua percepção por meio da palpação. Atualmente, com o avanço das técnicas de imageamento, suas descobertas vem sendo corroboradas como mostra o estudo de Greitz ET AL. (1997) com ressonância magnética. Muitas modalidades de terapia craniossacral trabalham com este movimento chamado Impulso Ritmico Craniano (IRC) que mostra uma oscilaçao de 6 a 12 ciclos por minuto. Podemos citar a Terapia Craniossacral desenvolvida por John Upledger; a Terapia Biocranial de Robert Boyd e a Técnica Sacro- Occipital e Craniopatia de De Jarnette.
A segunda etapa dos estudos de Sutherland foi marcada por uma importante transição conceitual e perceptual.
Em 1948, ele observou o que chamou de Sopro da Vida, uma força vital atuando no tratamento de lesões, sem que houvesse as manipulações invasivas que marcavam a prática da osteopatia existentes até o momento.
Descreveu um sistema polirritmico de movimentos harmônicos gerados pelo Sopro da Vida: 2 a 3 ciclos por minuto, 0,6 ciclos por minuto e 0,2 ciclos por minuto.
Esta nova abordagem vem tendo sua continuidade nos trabalhos do osteopata americano James Jealous que desenvolveu o modelo biodinâmico da osteopatia craniana, a chamada Osteopaia Biodinâmica. Desde a década de 80 até os dias de hoje, este modelo vem revolucionando e inovando a prática da osteopatia tradicional.Os ensinamentos de Jealous não incluem as técnicas de manipulação de ossos e nem o uso de alavancas como propõe a osteopatia tradicional.
A ênfase de seus ensinamentos é na cooperação com essa potência do sopro da vida que é o responsável pelo processo de cura:“A fundação deste programa é baseado nos poderes terapêuticos da Quietude Dinâmica, o Sopro da Vida, a potência das Marés, fluidos e outras Leis naturais que estão trabalhando dando suporte e gerando vida. (...) É sobre o trabalho da Maré enquanto fonte primária de diagnóstico e tratamento sem nenhuma aplicação de força nas lesões osteopáticas ou nos sistemas psico-emocionais.” Outras modalidades de Terapia Craniossacral surgiram baseadas no conceito biodinâmico de Jealous e do Sopro da Vida: a chamada Terapia Craniossacral Biodinâmica e a Terapia de Integração Craniossacral® (TICS).
A TICS surgiu da fusão de diferentes abordagens e protocolos de terapias baseadas na Respiração Primária, situando a relação paciente-terapeuta em uma atmosfera amorosa de aceitação e quietude. Na visão holística da Integração Craniossacral, consideramos que cada parte do corpo está conectada com a totalidade do ser e funciona em relação com todas as outras partes. O corpo faz parte de um continuum: mente, corpo e espírito. Somos seres complexos formados de traços individuais e experiências únicas, interagindo constantemente com a vida.
O corpo registra as experiências, pensamentos e sentimentos e responde de acordo com as situações, originando um padrão de comportamento que é a expressão da totalidade do ser. A terapia leva em consideração a tentativa do corpo em lidar com a doença da melhor maneira possível e trabalha a favor da saúde, melhorando os mecanismos naturais de auto cura.
O terapeuta, ao sentir a flutuação rítmica do liquor no sistema craniossacral, sincroniza sua atenção com o movimento de inalação e exalação da Respiração Primária que se manifesta no corpo todo e coopera com as forças inerentes de homeostase, auxiliando no processo de regeneração e autocura do organismo. A partir dessa sincronização com os movimentos da Respiração Primária, terapeuta e cliente entram em um estado de meditação que pode melhorar processos biológicos somáticos, cognitivos e afetivos. O Sopro da Vida ativa as forças de cura inerentes no paciente e permite a sensação do estado NEUTRO , onde ocorre uma homogeneizaçao de tecidos, fluidos e potencia e o corpo todo se comporta como se fosse uma unidade singular de substancia viva.
O terapeuta em quietude pode perceber com seu toque uma experimentação do verdadeiro sentido da palavra “holismo”. Jealous descreve o NEUTRO no tratamento de um paciente: “Ele estava opticamente homogêneo, como eu costumo dizer. É uma linda palavra. Na realidade a palavra opticamente homogêneo se refere ao estado da substancia Basica no embrião anterior à época que ele se diferencia em ectoderme , mesoderme e endoderme, mas é uma grande imagem visual desta substancia singular que está realmente ainda presente dentro de nós enquanto adultos.”
No estado NEUTRO e na chamada Quietude Dinâmica, ocorre uma troca metabólica entre todos os fluidos do corpo e a potência contida no liquor é distribuída, revitalizando e reorganizando todo o organismo. Além disso, permite a melhora dos movimentos, das circulações sanguínea e linfática e do funcionamento dos órgãos e nervos. Segundo o osteopata americano Rollin Becker no livro A Quietude da Vida com discussões sobre conceitos osteopáticos de 1949 a 1987, é importante que essas manipulações não sejam invasivas: “tenha consciência da Quietude e deixe que a função fisiológica interna manifeste sua própria potência sem erros, ao invés de usar uma força externa às cegas”. “É a quietude que é a força motriz no conceito que uso na minha prática clínica. Eu definitivamente utilizo a quietude como força motriz para assegurar mudanças nos pacientes” .
O trabalho craniossacral e as implicações no tratamento das doenças
Nos Estados Unidos e na Europa, a terapia craniossacral e suas vertentes , é a terapia alternativa que mais vem crescendo, graças aos resultados clínicos satisfatórios no tratamento e prevenção de bebês, crianças, adultos e idosos, não apresentando contra indicações, desde que praticadas por profissionais devidamente treinados.É também crescente o interesse científico pela terapia Craniossacral, como apontou uma busca realizada nas bases de dados Medline e Pubmed. Nestes últimos anos, observou-se um aumento de trabalhos relacionando a terapia craniossacral e seus possíveis benefícios em sujeitos portadores de diversas alterações tais como a vertigem (Christine, 2009), enxaqueca (Mann et al., 2008), demência (Gerdner et al., 2008), problemas no trato urinário em pacientes com esclerose múltipla (Raviv ET AL. 2009), Existem maternidades na Inglaterra onde o terapeuta craniossacral, sob a supervisão do obstetra, trata de recém nascidos para prevenir problemas decorrentes da gestação e parto. Estudos de Frymann (1966) em 1250 bebes demonstraram a relação entre a alta porcentagem de neonatos com disturbios no sistema craniossacral e o desenvolvimento de sintomatologia.

No Brasil, as terapias complementares e integrativas vem sendo aplicadas no CRHD do IPQ do HC da FMUSP sob a direção do Dr. Renato Del Sant, vice-direção do Elko Perissinottii e coordenação de Osvaldo Takeda em uma iniciativa pioneira.

A Terapia de Integração Craniossacral® integra essa grade de atividades semanais como uma terapia holística e não invasiva, seguindo a orientação de James Jealous sobre o uso da potência terapêutica da Quietude Dinâmica, onde os pacientes entram em profundo relaxamento e relatam bem estar.
Atuação profissional dos terapeutas

A Terapia Integração Craniossacral® não faz parte de nenhum ramo da Fisioterapia ou Terapia Ocupacional.
No Brasil, a TICS ainda não está classificada nos códigos de Classificação Brasileira de Ocupação, podendo assim, ser praticada por qualquer pessoa que tenha formação e pratica nos cursos livres oferecidos pelo Instituto de Quietude Dinamica, através de certificado concedido pelo Instituto. A profissão de Terapeuta Complementar ou Holístico é reconhecida pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), na Lei nº 13.717/2004 - SMSSP, sobre a utilização desses serviços na área de saúde e pela Portaria 971/2006/MS que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde - SUS, estando incluída a Terapia Integração Craniossacral® neste setor, e no qual ainda está pendente de criação de códigos para registro dessa prática.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Christine DC. Temporal bone misalignment and motion asymmetry as a cause of vertigo: the craniosacral model. Altern Ther Health Med, 15(6):38-42, 2009 Nov-Dec.- Gerdner LA; Hart LK; Zimmerman MB. Craniosacral still point technique: exploring its effects in individuals with dementia. J Gerontol Nurs;34(3):36-45, 2008 Mar.- Greitz D, Greitz T, Hindmarsh T. 1997. A new view on the CSF-circulation with the potential for pharmacological treatment of childhood hydrocephalus. Acta Paediatrica 86:125-132-Mann JD; Faurot KR; Wilkinson L; Curtis P; Coeytaux RR; Suchindran C; Gaylord SA. Craniosacral therapy for migraine: protocol development for an exploratory controlled clinical trial. BMC Complement Altern Med;8:28, 2008- Raviv G; Shefi S; Nizani D; Achiron A. Effect of craniosacral therapy on lower urinary tract signs and symptoms in multiple sclerosis. Complement Ther Clin Pract;15(2):72-5, 2009 May

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